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sábado, 1 de novembro de 2008

A Ética no Fotojornalismo


Este tema pode ser abordado de diversas formas. Prefiro comentar um episodio que aconteceu comigo há uns três anos. No período ainda estava fazendo cursinho pré-vestibular, não sabia direito o que queria. Por ironia do destino no recebemos a visita de um correspondente do jornal de Luanda. Ele além de escrever as colunas, ainda era foto-jornalista.

Depois de muita conversa sobre a profissão, ele nos mostrou uma de suas fotos premiadas. A foto era assim: uma menina agachada próximo a três cruzes. Ela tinha na mão uma flor e estava depositando em um dos túmulos. Ao fundo tinha um bando de urubus. No seu semblante, a menina, demonstrava dor pela perda dos parentes e fome. A menina era muito magra e com certeza os urubus estavam ali esperando por ela. O jornalista nos informou que no tumulo estavam à mãe o pai e o irmão dela.
Resolvi falar desse episodio por que o rapaz me impressionou, mesmo com toda a situação, ele conseguiu tirar uma boa foto. Através dela, ele divulga o sofrimento de um povo, do seu povo. Desta forma ele cumpre o seu papel, o de jornalista, mesmo que através da fotografia.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

OS GRANDES FORMATOS


Outdoor

A primeira peça a ser criada, depois de encontrado o conceito da criação, é o outdoor. Ela sem dúvida é uma das peças mais difíceis de ser criada.
O outdoor tem um apelo diferenciado do anúncio de revista ou jornal, mesmo que faça parte da mesma campanha, não que seja diferente, mas tem aproximação com o público de forma diferenciada. O outdoor é instantâneo, tem que ter agilidade.
Para compreendê-lo, observemos a seguinte situação: trânsito, o carro a 40, 50, 80 km/h. Que tempo sobra para, numa única olhada, prestar atenção nos outros carros, no guarda de trânsito ou no sinal aberto ou fechado? De tão acostumado, os atos são feitos por osmose, mais ainda assim é necessário ter atenção. E o cliente que escolheu o meio outdoor também precisa que você preste atenção. Percebeu?
Criar outdoor não é o mesmo que criar campanhas para jornal, revista ou para televisão. Quando o cliente está lendo uma revista ou jornal, ele geralmente está em casa, no ônibus ou no trabalho. Tem tempo para prestar atenção em todos os anúncios que ele quiser. Com o outdoor você tem no máximo 8 segundos para atrair a atenção desse consumidor. Nesse tempo, é preciso agarrar o consumidor e vender o produto, mesmo não estando no ponto-de-venda.
O mais difícil na criação de um outdoor é o fato de você ter que se fazer entender em um curtíssimo espaço de tempo. O título precisa ser rápido, não existe texto explicativo, o layout tem de ser objetivo, limpo, de fácil visibilidade.
Cuidado! Existem clientes que acham que só por que estão pagando, tem que aproveitar ao máximo o espaço comercializado. Não é possível em 8 ou talvez 10 segundos, você observar a imagem, ler o título, ler o subtítulo, ler a promoção, o telefone, o endereço na internet, e ainda por cima dirigir. Mesmo que não esteja dirigindo, mas poderá estar caminhando ou no ônibus, você vai parar para anotar o telefone? O outdoor serve para marcar nome, despertar interesse, fazer o consumidor comprar depois, não naquele momento.
Fora os princípios básicos de comunicação, as características para criação de um outdoor são os mesmos de um anuncio. Preocupação com cores, peso de imagem, títulos, logotipo, visibilidade e criatividade. Se a verba do cliente permitir, utilize apliques (são as partes da imagem que fica para fora da placa do outdoor)

Coisas sobre o outdoor:

1. Tem 3x9 metros.
2. É dividido em 32 folhas. 4 folhas na vertical. 8 folhas na horizontal.
3. A arte é feita na proporção de 16x48 centímetros.
4. A arte é feita em processo de gigantografia. Também pode ser serigrafia.
5. A tinta de impressão é resistente a variações do clima.
6. O outdoor tem veiculação quinzenal.
7. Normalmente a empresa que imprime o outdoor é uma e a que veicula é outra.
8. O tempo de visibilidade/leitura é de 8 segundo.
9. Alguns desses conceitos estão ficando para trás.

Coisas que estão mudando no outdoor:

1. Já pode ser dividido em apenas 16 folhas.
2. Se no Brasil, tivéssemos papéis de 3x9 metros. O outdoor já poderia ser produzido em uma única folha. Por enquanto, recursos de impressão digital em folhas de 1,30 metros de largura sem limites de comprimento podem ser uma boa opção para garantir um outdoor com apenas uma emenda na horizontal e nenhuma na vertical.
3. É possível imprimir um outdoor em outros tipos de materiais. Como, por exemplo: lona de PVC reforçada ou vinil auto-adesivo.
4. No Japão e EUA já se produz outdoor com o uso de uma maquina, conhecida como Michelangelo. É como se fosse uma plotter móvel dessas que imprimem grandes cartazes e backlights. A maquina é levada até o local onde o outdoor vai ser exibido, fixada e, ali mesmo, na rua, é feita a impressão computadorizada, instantânea. Nesse processo dispensa-se o uso de fotolito, impressão gráfica e colagem.
5. Cada vez mais, novas tecnologias estão sendo agregadas à produção para atrair a atenção. Componentes eletrônicos que acendem e apagam são um exemplo disso.


Backlights, frontlights, banners e fachadas


Aqueles cartazes enormes que não têm o mesmo formato de um outdoor, mas são tão grandes quanto, com variações infinitas de proporção, figura recortada, geralmente fixados numa estrutura metálica alta e que parecem iluminados, permitindo vê-los mesmo a noite. Isso é um backlight. E leva essa denominação porque, como o próprio nome diz, recebe luz por trás da imagem.
O frontlight tem os mesmos princípios. A diferença é que não tem iluminação por trás e sim na frente da imagem. Não existem padrões de formato, o Diretor de Arte determina o que quer fazer e em qual formato.
Outra novidade são as impressões para fachadas de prédio. O que antigamente exigia um pintor fazendo trabalho de reprodução artística manual, hoje imprime-se no formato que se quer ocupar na fachada do prédio, e pronto. O material muito usado para isso é o Sanet (lona perfurada) que garante visibilidade interna sem obstruir a passagem da luz para dentro do ambiente.

*fonte CESAR, Newton. Direção de Arte em Propaganda, 5ª edição, São Paulo: Futura, 2000.

sábado, 20 de outubro de 2007

Psiu! Preciso de silêncio

Psiu! Preciso de silêncio
Por Márcio Bacelar



“Olha o badalo do negão, badala, badala, badala aí o seu negão”... Esse é apenas um dos muitos refrões que complementam os fins-de-semana dos moradores da Praça São Braz no Bairro de Plataforma, Subúrbio de Salvador. Regado a muita cerveja, prostituição e tráfico de drogas, o som alto que sai dos carros estacionados na praça é mais um atrativo. Esse tipo de programa tem causado insatisfações aos moradores mais antigos da região, que decidiram dar um basta na situação.
Segundo Gideon Fernandes, 48 anos, integrante da AMPLA (Associação de Moradores de Plataforma), este problema vem ocorrendo há uns três anos, “Eles vêm, pára (sic) o carro aí na praça e ficam consumindo bebidas e os produtos dos vendedores das barracas. Ainda tem o apoio dos ambulantes e dos mais jovens. O pior é que eles nem moram por aqui, vem de longe pra infernizar nossas vidas. Os donos dos carros ainda se dizem policiais, mas são "X 9" compram uma carteirinha e ficam por ai querendo impor autoridade.”.
“Olha meu filho, a coisa é triste viu. Eu tomo remédio de noite pra dormir, senão, fico aí perambulando sem conseguir pregar o olho. Nem assistir televisão eu posso” ressalta Dona Tutuca, 72 anos, aposentada. Após várias reuniões com a SET, Policia Militar, Policia Civil, Sucom e a associação de moradores, o problema da falta de respeito parecia ter sido resolvido. “Um dia desses teve uma abordagem aí na praça, carros foram apreendidos, estabelecimentos foram multados e vendedores ambulantes foram autuados” diz João Teles, 24, trabalhador do Centro Cultural localizado na região.
O problema persiste, só que em menor escala. Mesmo depois da ação conjunta entre os órgãos oficiais, os motoristas continuam indo para o bairro, quando uma ronda da PM passa eles diminuem ou desligam e vão embora, mas depois retornam e ficam até altas horas com o som ligado. Transformando a praça em um banheiro a céu aberto, pois os dejetos são feitos ali mesmo. Menores consumindo bebidas alcoólicas sem a menor restrição e trajando modelitos que favorecem a prostituição infantil. Este tipo de problemática não é só comum no bairro de Plataforma. Eventos como esses ocorrem também em toda a cidade, um caso mais recente foi no bairro do Garcia, onde os moradores estão conseguindo contornar a situação.
Segundo a lei Nº. 5.354/98 Art. 3º os níveis máximos de sons e ruídos, de qualquer fonte emissora e natureza, em empreendimentos ou atividades residenciais, comerciais, de serviços, institucionais, industriais ou especiais, públicas ou privadas assim como em veículos automotores são de: 60 dB (sessenta decibéis), no período compreendido entre 22:00 e 7:00h e 70 dB (setenta decibéis), no período compreendido entre 7:00 e 22:00h;

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O que é o amor?

É rir sem ter graça.
É chorar sem necessidade
É pensar na pessoa amada
Na hora que acorda,
Que toma banho,
Que come,
Na hora do trabalho,
Dos estudos,
Na hora que vai dormir.

É ligar toda hora pra dizer
Que sente saudades
Da voz,
Do cheiro,
Do beijo,
Do corpo,
É querer ver quando não pode
É querer estar por perto quando é impossível
É sentir ciúmes até da sombra
É amar como eu te amo.

Pode parecer obsessão
Mas te amo realmente como nunca amei ninguém
E te quero como nunca quis um dia alguém.
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