Textos Acadêmicos

Textos, matérias e curiosidades do meu período acadêmico.

Pensamento Alheio

Espaço reservado para outras cabeças pensantes

Teorias de Almanaque

Curiosidades, mundo bizarro, cultura pop e afins

Alguém que Admiro

Pessoas que admiro e que fazem parte da minha formação.

ArteCulturando

Comentários, fatos, fotos e relatos sobre teatro, dança, musica, cinema e todo tipo de arte.

Fatos

Assuntos que estão em destaque na mídia e fazem parte das conversas do povo.

Lugares Por Onde Andei

Passo a passo das minhas andanças por este mundo velho.

sábado, 1 de novembro de 2008

Como contribuiríamos para que as pessoas usassem o código de ética?



Acredito que toda lei ou norma tem seu fundamento. Uns acham que leis são para serem seguidas, é obvio. Outros acham que leis são para serem quebradas. O importante é que são elas que regem nosso dia-a-dia. Imagine ai se em plena capital baiana, em horário de pico, um motorista desse a louca e começasse a andar pela região do Iguatemi na contramão? Que caos não seria não é?

O problema é que criou-se um estigma sobre as leis. O próprio nome já é uma imposição. Porém, toda regra tem exceção, que venha os códigos. O de ética jornalística, por exemplo, é antes de qualquer coisa, o norte para quem quer se tornar um bom profissional. Seguindo esta carta (nem sempre à risca, bom senso é bem vindo) teremos a possibilidade de errar menos. Nela o jornalista poderá se basear no momento que uma dúvida o seguir.

As contribuições que o profissional de jornalismo poderá passar para a comunidade, seguindo as regras do código de ética, será uma informação imparcial e com qualidade. Isso num mundo ideal, por que no mundo real ainda estamos um pouco distante disso, volto a repetir.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros - Capítulo III - Da Responsabilidade profissional do jornalista

Art. 12º O jornalista deve:


O artigo 12 vem para mostrar que os jornalistas não têm apenas direitos, mas também deveres.
Acredito sempre na balança de valores e o código de ética demonstra isso. Pude observar que neste artigo o código sempre busca isentar ou privilegiar o público. Seja não ouvindo apenas uma
fonte, retificar-se quando houver erros por parte do jornalista ou principalmente quando o jornalista utilizar de uma matéria para ganhar “um troco a mais”.

Defender a pátria e mostrar-se preocupado com colegas perseguidos também são pontos positivos. Só acho um absurdo que tais regras precisem ser escritas para serem seguidas. É obvio
que tudo que esta escrito é no mínimo sensato e deve ser seguido à risca. Mas ainda existem aqueles que preferem fazer suas próprias regras e fazem vistas grossas para com a situação.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros - Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista


Art. 6º É dever do jornalista:



VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;


Deixei este trecho do código de ética dos Jornalistas em destaque propositalmente. Porque será que mesmo sabendo o que é certo e o que é errado tendemos a segui as coisas que não condizem com o correto? O trecho em destaque acima diz que devemos respeitar antes de qualquer coisa o cidadão. Não importa se este (o cidadão) seja o Prefeito da cidade, o Governador do Estado ou até mesmo o Presidente da República, antes de mais nada ele é cidadão.

Os meios de comunicação utilizam do discurso de que somos livres, que temos direito à liberdade de expressão, que a constituição reprime a censura, mas quando têm que seguir regras eles (ou nós) somos categóricos. Chamo a atenção para a falta de respeito para com nossos governantes. Por mais que sua gestão não seja satisfatória teremos que lembrar do seu papel na sociedade, são as forças máximas nas suas representatividades e acima de tudo são todos cidadãos.

Mas o pior de todos os problemas é que os meios de comunicação não estão defendendo os interesses da população atacando este ou aquele político, estão defendendo interesses próprios. O jornalista fica no meio da encruzilhada, fica entre a cruz e a espada. Temos que seguir as ordens do meio ao qual estamos submetidos e isso quer dizer até falar daquilo que a gente não gosta, mas é obrigado para conseguir o pão de cada dia. Esquecendo nosso código de ética e seguindo o manual do meio de comunicação para qual trabalhamos.

Até hoje me pergunto por que escolhi jornalismo.

A Ética no Fotojornalismo


Este tema pode ser abordado de diversas formas. Prefiro comentar um episodio que aconteceu comigo há uns três anos. No período ainda estava fazendo cursinho pré-vestibular, não sabia direito o que queria. Por ironia do destino no recebemos a visita de um correspondente do jornal de Luanda. Ele além de escrever as colunas, ainda era foto-jornalista.

Depois de muita conversa sobre a profissão, ele nos mostrou uma de suas fotos premiadas. A foto era assim: uma menina agachada próximo a três cruzes. Ela tinha na mão uma flor e estava depositando em um dos túmulos. Ao fundo tinha um bando de urubus. No seu semblante, a menina, demonstrava dor pela perda dos parentes e fome. A menina era muito magra e com certeza os urubus estavam ali esperando por ela. O jornalista nos informou que no tumulo estavam à mãe o pai e o irmão dela.
Resolvi falar desse episodio por que o rapaz me impressionou, mesmo com toda a situação, ele conseguiu tirar uma boa foto. Através dela, ele divulga o sofrimento de um povo, do seu povo. Desta forma ele cumpre o seu papel, o de jornalista, mesmo que através da fotografia.